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{ Resenha } 'Salem (A hora do Vampiro) - Stephen King


Lido em: Abril 2015
Título: 'Salem (A hora do Vampiro)
Autor: Stephen King
Gênero: Suspense e Terror Psicológico
Páginas: 272
Ano: 1975
Editora: Suma de letras
Comprar: Submarino
Nota:
Skoob

Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar as contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade. Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotin provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta, habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho qu resta aos sobreviventes da praga: fugir. Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Maek Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.
Salem, já publicado anteriormente como "A hora do Vampiro", foi o segundo livro do mestre do terror contemporâneo, Stephen King. Houve dois filmes inspirados no livro desde então, o primeiro em 1979, intitulado "Vampiros de Salem". A história se passa numa pequena cidade chamada Jerusalém's Lot, um lugarzinho calmo e tranquilo (porém tenebroso, principalmente depois que eventos estranhos passam a atormentar a pequena cidade americana, esquecida por todos).

A história se desenrola no tempo linear, pois as peças do quebra cabeça vão se montando aos poucos. Para facilitar, contarei um pouco de forma linear como os fatos transcorrem: há muito tempo, Ben Mears, quando tinha apenas seis anos, vivia na cidadezinha de 'Salem. Lá havia uma casa (bastante impetuosa) que pertencia a Hubert Marsten e sua esposa — por isso ficou conhecida como Casa Marsten. Até que uma terrível tragédia envolve o casal, e Ben, para se mostrar corajoso, enfrenta o que vive lá, criando um trauma que o atormenta a ponto de, na primeira oportunidade, sair da pequena cidade.

Anos depois, Ben volta à 'Salem pronto para exorcizar seus medos em relação à Casa, até pensa em comprá-la, mas descobre que outra pessoa, nova na cidade, já a comprou — trata-se de Straker e seu sócio Barlow, que decidem abrir uma loja de antiguidades. A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer: pessoas somem numa escala cada vez maior, e Ben resolve investigar o que está havendo, juntando-se a Susan (uma antiga moradora da cidade, por quem se apaixona), Matt (o professor de literatura que está disposto a acreditar em qualquer coisa), Jimmy (o médico da cidade) e Mark, apenas um garoto que acabara de se mudar, mas que parece ser o mais corajoso de todos eles.

Depois de passarem por maus bocados, eles chegam a uma conclusão: há seres sombrios atormentando os habitantes de 'Salem. A questão era: como pará-los antes que seja tarde demais?

Salem foi o primeiro livro de Stephen King que tive a oportunidade de ler, e posso afirmar que não foi nada fácil. Em determinada passagem, pensei em abandonar o livro – pasmem! – de tanto que me afetou com uma descrição fria e macabra dos acontecimentos. Foi o livro em que mais derramei lágrimas e o primeiro em que pensei seriamente em não terminar.

Porém… acabei mudando de ideia! Ainda bem, porque foi/é um livro que vale a pena ser lido. King impressionou com a sua narrativa melancólica e sombria, daquelas de provocar frios na espinha a cada palavra. Fiz questão de deixar bem claro que ele trabalhou com um Terror Psicológico, pois o enredo atinge o emocional de qualquer leitor, fazendo-o se envolver de tal forma, que chega a ser inexplicável.

Cada personagem tem sua vida, sua história, sua personalidade, seus defeitos e qualidades. À medida que o enredo se desenrola, vamos conhecendo melhor os habitantes da cidade. Um que chamou muito minha atenção – além de Mark, que é adorável – foi o Padre Callaham, que apesar de sua função, tem uma hesitação muito grande sobre sua própria fé, e seu final foi mais que inesperado! Ao todo, foram personagens bem construídos: típicos humanos.

O livro foi dividido em 3 partes assombrosas, carregadas de mistério, e cada uma iniciava com um trecho de obras tão melancólicas quanto a própria obra na qual estava inserida, como "O rei do sorvete", de Wallace Stevens. Na verdade, as passagens "vampirescas" me lembraram muito "Drácula", de Bram Stoker. Às vezes achava que King exagerava na melancolia que entornava o livro, e esta é a única crítica "não-tão-negativa-assim" que tenho a fazer.

Realmente, Stephen não teme os excessos! Isso me impressionou muito e me impulsionará a buscar outras de suas obras.

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