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{ Resenha } Brutal - Luke Delaney

Lido em: Abril 2015
Título: Brutal
Autor: Luke Delaney
Gênero: Literatura estrangeira, Policial
Páginas: 416
Ano: 2015
Editora: Rocco Fabrica 231
Comprar: SubmarinoSaraiva
Nota:
Skoob
O que levaria alguém a golpear outra pessoa na cabeça e, na sequência, esfaqueá-la 77 vezes? O garoto de programa Daniel Graydon jamais imaginaria que encontraria tamanha perversão nos clientes com quem saía. Mas viu seu fim se aproximar ao ir contra sua regra de ouro: nunca levar os homens para casa. Seu parceiro sexual e algoz, porém, tinha algo de sedutor e era difícil recusar a proposta de uma noite regada a sexo, e muito bem paga. Daniel tornara-se apenas uma das vítimas de um personagem sombrio, cuja pulsão pela morte o levava a matar com regularidade e método. Cada morte representando um passo adiante no aperfeiçoamento da macabra arte de tirar vidas: cruel, dolorosa, limpa e sem pistas. Um desafio para a polícia de Londres e sua divisão de Crimes Graves do Grupo Sul, liderada pelo atormentado detetive-investigador Sean Corrigan.
Brutal é o primeiro thriller policial de Luke Delaney, que serviu por muitos anos na polícia londrina investigando crimes diversos, dos cometidos por assassinos em série aos resultados de conflitos entre gangues e máfias. Nos livros de Delaney, Sean Corrigan é o herói que encarna a missão de desvendar mortes e descobrir quem os cometeu, e fazê-los pagar. O violento passado do detetive fez com que ele desenvolvesse a incrível habilidade de reconhecer o mal onde quer que ele esteja. Ele sabe que precisa ser rápido o bastante para evitar que o assassino faça sua próxima vítima.
Uma história sobre um assassino cruel e metódico e um detetive que precisa conviver com seu passado que ainda o assombra. Elementos que parecem ser impossíveis de serem uma má combinação... Contudo, a história deixa um pouco a desejar, confiram o porque e aqueles que já leram compartilhem o que acharam!
Fiquei bem empolgada para ler esta história, gosto muito de livros policiais com serial killers. O autor soube apresentar muito bem o ponto de vista do assassino e do detetive, com capítulos que hora são contados por um e hora por outro. Conhecemos o detetive Sean Corrigan, um investigador excepcional no que faz, pois consegue pensar e visualizar os assassinatos vividamente. 
"Ele tinha o mesmo olhar dos outros. Mais indagativo do que temeroso. Tentava falar. Como se quisesse me perguntar: "Por quê?" As pessoas sempre querem saber por quê. Por dinheiro? Por ódio? Amor? Prazer sexual? Não, por nenhuma dessas motivações mesquinhas. Então cochichei o verdadeiro motivo em seu ouvido. Seria a última coisa que ele iria ouvir: - Poque preciso."
Achei muito interessante os capítulos que apresentam o ponto de vista do criminoso, contudo não são para quem tem estomago fraco. As cenas são descritas de forma minuciosa e causam grande repulsa, já que é difícil imaginar tanta maldade e crueldade. 
"Meu alvo tinha sido escolhido. Nada podia salvá-los agora. Acontecerá exatamente como imaginei. Mas não fique triste por eles: fique triste por eu não ter escolhido você. Depois que minha mão os tocar, eles serão mais na morte do que nunca foram na vida."
O mistério a respeito de quem é este personagem cruel não consegue nos prender muito e torna tudo um pouco obvio, lá pela metade do livro já sabia quem era e imaginava muitos detalhes que confirmei no encerramento da história. Contudo, ainda assim foi um bom divertimento. 

Como este é o primeiro livro do autor, acredito que as próximas obras com o detetive Sean serão muito mais elaboradas e pretendo dar uma segunda chance... Recomendo para aqueles que ainda não conhecem muitas obras policiais, pois com certeza será uma ótima leitura, repleta de surpresas, crimes e descobertas! 

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Um comentário:

  1. Li em uma resenha que "Brutal é um dos melhores livros de investigação criminal que li nos últimos tempos. Fugindo do óbvio e das descrições excessivas, consegue ir no ponto das questões, sem se perder em tramas paralelas. A diversidade de vozes por dentro da obra nos dá a percepção total do universo criado por Delaney. O que se percebe, ao fim, é que a brutalidade mais do que um sentimento, é um instrumento, um objeto que mata sem nenhuma culpa" e isso me fez sentir vontade de lê-lo no mesmo instante. E agora ao ler a sua resenha vi que você esperava mais da história, mas mesmo assim pretende continuar a ler os outros livros... bom com isso vou ler o livro e ver se ele vai me agradar. Confesso que thrillers me assustam as vezes, passo dias após ler pensando como funciona realmente a cabeça de um assassino.

    Beijos e parabéns pela resenha!
    Viviane Gonçalves
    vsg_caue@hotmail.com

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