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Resenha - Réquiem - Laurem Oliver

 Lido em: Junho de 2014
Título: Réquiem
Autor: Lauren Oliver
Gênero: Ficção, YA, Distopia
Páginas: 304
Ano: 2014
Comprar: Submarino, Cultura
Nota:
No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.
Depois do desfecho eletrizante de Pandemônio eu tinha muitas expectativas para o the end da trilogia da Lauren, expectativas essas que não foram cumpridas. Posso dizer que esse foi o final mais decepcionante que eu li esse ano. Fico triste que uma série que prometia tanto em seus dois primeiros livros se apague por causa de um final confuso e sem graça. Isso mesmo sem graça. Metade do tempo passamos odiando Lena e suas ações idiotas de tentar causar ciúmes em Alex, sendo que ela merece a pouca, ou quase nenhuma, atenção que recebe dele, pois foi ela quem preferiu acreditar que ele estava morto à ter esperanças e sofrer, então como sou maquiavélica, eu fiquei feliz com seu sofrimento após descobrir que Alex estava vivo e com raiva dela.  Podemos dizer então, que não teve romance no livro, o triangulo amoroso quase não apareceu, salvo algumas partes em que Lena ficava divagando entre o pobre coitado do Julian e o Alex e como ela os amava e blábláblá... O mundo está ruindo e Lana só pensa nela, não dá para ser feliz assim gente!!

Temos também a narração da história pelos olhos de Hana, o que eu não entendi muito bem e não achei muito sentido, na maior parte das vezes odiei Hana e sua vida perfeita enquanto várias pessoas estavam morrendo e sofrendo e ainda que ela faça coisas boas e lute para achar um sentido na vida e no que era sua amizade com Lena e que participação dela nos mostre o outro lado, o que os "curados" pensam e como eles agem, mas isso só nos deixa ainda mais revoltados pois eles são terríveis, bem, pessoas sem sentimentos só poderiam ser assim não é? Eu só consegui gostar da Hana nas últimas cinco páginas onde ela faz algo digno de redenção, pelo menos isso né querida Lauren?  

A selva está ruindo junto com seus habitantes e eles vão tentar tomar as cidades. Ok, até aí tudo bem, só que eles estão famintos, não tem armas e vão ser massacrados, mas quem se importa não é? Como disse antes, confuso e um pouco sem noção às vezes.  Algumas mortes acontecem e são meramente comentadas, como se não tivesse importância, mas elas tem, pois estamos falando das pessoas que não foram curadas, de pessoas que sentem emoções e que perderam amigos, então vamos dar o devido respeito aos sacrifícios, please!!

O sentimento que ficou ao terminar esse livro é de que ele foi feito as pressas, sem se importar com os detalhes, sem se aprofundar nos fatos, tudo foi muito superficial, desde a tomada das cidades e a vitória dos "inválidos", sabe-se Deus como, porque até isso ficou meu nebuloso, ao romance, que na verdade não teve. Fiquei com várias perguntas não respondidas e acreditem, acabou. Como assim, é só isso? Fiquei olhando para a última página tentando ver se o meu livro veio com páginas faltando mas não, era só isso mesmo.
“É isso que as pessoas fazem em um mundo desordenado, um mundo de liberdade e escolha: elas vão embora quando querem. E você fica para trás, para catar os cacos sozinho.”
Eu acredito que esse final tenha sido planejado parar caracterizar o que aconteceu com a sociedade tão bem construída e a revolução que aconteceu após a tomada de poder pelos inválidos. Pois esse período de mudanças será cheio de incertezas e ninguém sabe o que o amanhã trará e pensado assim, até consigo assimilar o final cheio de perguntas não respondidas e dilemas não resolvidos, pois a vida é assim mesmo, não sabemos o que vai acontecer, apenas vivemos um minuto de cada vez e imaginamos o que vai ser do amanhã. Mas ainda assim não deixou de ser frustante. Uma pena, mas fazer o que né? Só nos restar usar a imaginação mesmo...
Você sabe que não possível ser feliz a não ser que às vezes se sinta infeliz, certo?"

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Um comentário:

  1. Tive vontade de ler Delírio, mas depois de uma resenha desisti, e agora nem to mais afim :\
    http://charlottebillman.blogspot.com/

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