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Resenha - Abandono - Meg Cabot

As princesas só esperam pela ajuda de príncipes em contos de fadas. Na vida real, elas têm que sair de seus caixões e se virar sozinhas.

Lido em: Outubro de 2013
Título: Abandono - Livro 01
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record 
Gênero: Romance Sobrenatural
Páginas: 304
Ano: 2013
Comprar:  Saraiva
Nota:

Pierce tem dezessete anos de idade e sabe o que acontece quando morremos. É assim que ela conheceu John Hayden, o misterioso estranho que fez ela voltar a vida normal — ao menos a vida que Pierce conhecia antes do acidente — quase inacreditável. Embora ela pense que escapou dele — começando em uma nova escola em um novo lugar — confirma-se que ela estava errada. Ele a encontra. O que John quer dela? Pierce acha que sabe… também acha que ele não é um anjo da guarda, e seu mundo sombrio não é exatamente o céu. 

Pierce é uma garota de dezessete anos normal, frequenta o colegial, tem amigos e vive uma vida de luxos, já que o pai é muito rico. Tudo vai bem na vida Pierce, até que ela morre... De uma forma completamente inesperada ela cai na piscina e morre afogada, porém Pierce é boa de coração, será que ela vai para o céu? Agora ela encontra em um lugar estranho, repleto de pessoas também estranhas e assustadoras e todas estão disputando um lugar na fila em que ela está, todos ali estão esperando um barco que irá atravessar o rio e leva-los a um algum lugar desconhecido. No meio de tanta confusão e desespero Pierce vê John, que ela conheceu muito tempo antes, no enterro do seu avô, e lhe pede ajuda, sem nem imaginar que ele pode mudar a vida, ou melhor dizendo, a morte dela, para sempre.

“Certa vez, morri... Ninguém sabe ao certo por quanto tempo me fui. "

Eu sou super fã da Meg e seus livros, então sou bastante suspeita pra falar. Abandono é uma história bastante original, que faz menção ao mito de Perséfone e Hades, eu já falei que amo mitologia grega? Pois é, sou louca por histórias que tem esses elementos. Mas voltando ao foco, a narração é feita em primeira pessoa por Pierce, e ela não é o tipo de personagem perfeita não, a garota é um pouco insípida, fica fugindo o tempo todo, muito cabeça dura. Me tirou do sério a maior parte do tempo, mas ainda assim eu gostei dela, porque passar por tudo o que ela passou e sair sem sequelas é quase impossível. Os dilemas familiares, a exclusão na escola, a perseguição de um cara assustador e obsessivo a tonam frágil, mas é a força de vontade de seguir em frente, de reconstruir a vida novamente, que me fez ser compreensiva com toda o medo e indecisão de Pierce.

“Estou tentando começar de novo – expliquei – e, parte disso inclui não deixar que coisas ruins aconteçam às pessoas que amo."

Quanto ao John, o que posso dizer? Ele é o típico bad-boy arrasa corações. Misterioso e intrigante, de atitudes controversas e inexplicáveis, ele está destinado a sofrer nas mãos das fúrias. Meg não nos revela o que levou John a ter o "trabalho" que tem, nem o motivo das fúrias o odiarem tanto a ponto do único objetivo existencial delas ser fazê-lo sofrer. Só sei que ele é um garoto solitário com um destino triste pela frente e isso me deixou bastante comovida. John está morto, Pierce viva, e as fúrias não irão descansar até realizarem seu desejo de faze-lo sofrer, para isso vão atacar a única coisa com a qual ele se importa, Pierce... 

Uma história repleta de ação, suspense e aventura. Com certeza está na lista de melhores livros do ano: 1- porque é um livro muito bem escrito, com personagens de personalidades marcantes e conflitantes; 2- porque eu amo histórias que falem de morte e vida, de destino e escolhas; 3 - porque a história é super romântica e gostosa de se ler. Eu poderia ficar aqui horas e horas escrevendo o quanto eu gostei do livro e bábláblá, então vou dizer que eu amei o amor impossível do casal e o clima assustador de paira sobre o livro todo. Uma leitura deliciosa, cheia de descobertas e reviravoltas surpreendentes que me fizeram prender a respiração e ficar de dedos cruzados. Virei freneticamente as páginas e estou correndo pra ler a continuação pois não posso ficar mais tempo sem notícias de Pierce e John.

"Falando sério, a expressão "esquecer e perdoar" não faz sentido para mim. Perdoar faz com que paremos de insistir no assunto, o que nem sempre é saudável (é só ver o exemplo dos meus pais). Contudo, se esquecemos, não aprendemos com nossos erros, o que pode ser fatal."

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