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Mudança total do blog!


E ai pessoal tudo bem? Como vocês devem ter percebido, houve uma mudança total no blog, do layout ao título. Pois é! Aquele em inglês não estava muito bom, e sei lá, estava com vontade de algo mais a minha cara. Estão mudei, mudei, mudei e chequei ao COLECIONANDO LIVROS. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre a mudança, se gostaram ou não!!! E para complementar o titulo escolhido vai um texto suuuper bacana e que descreve exatamente como me sinto em relação aos livros que venho COLECIONANDO/ACUMULANDO ao longo dos anos....
 Eu encontrei na net e não descobri quem é o Autor dessa maravilha!! 
Para alguém que se autointitula não materialista, o acúmulo de quaisquer objetos parece despropositado. Sempre considerei, entretanto — em parte porque nunca refleti sobre o assunto —, a existência de exceções louváveis à regra do desapego: os livros. Nunca me passou pela cabeça que, diante da aspiração de montar uma boa e farta biblioteca, coubesse o rótulo de mesquinharia. Despreocupadamente, reuni (e reúno) um número considerável de obras literárias. Fiz isso sem remorso até a manhã em que uma pequena discussão com um amigo me tirou do torpor e abriu as portas para a dúvida: será? 
Ele — que, graças ao seu cotidiano atual, é um representante legítimo do desapego — sustenta que as estantes abarrotadas e vergadas pelo peso de grossas edições são um monumento à vaidade. É natural, ele diz. Confrontada pela primeira vez com o problema, argumentei com o que tinha à mão — as justificativas que sempre me defenderam de qualquer autocensura.
Em primeiro lugar, disse, nasci numa casa recheada de literatura. E isso foi importantíssimo para minha formação. Essa proximidade com os livros — poder pegá-los, folheá-los, cheirá-los, analisar suas capas e seu conteúdo — foi essencial para que eu me tornasse quem eu sou hoje. É bom salientar, para ficar claro, que tinha acesso facilitado aos livros e permissão para tocá-los, desde que tivesse aprendido seu valor. Se um dia tiver eu filhos (algo que, levando-se em conta a minha idade, não se encontra nos meus planos para os próximos dez anos), gostaria que vivenciar a experiência de ver uma criança crescer e aprender em meio aos livros. Assim, a biblioteca englobaria os volumes que foram adicionados por mim com o passar dos anos: aqueles que eu considero importantes e que de alguma forma me são caros.
Se nada disso acontecer, tudo bem. Certamente morrerei um dia (não, não é mórbido: é a lei da vida); a biblioteca, lógico, estará em meu testamento legada a alguma escola ou universidade. Nenhuma parcela daquilo irá para o lixo ou sofrerá a ação do tempo: quero mais é que tudo seja aproveitado.
Enquanto eu viver, deu pra perceber, manterei meus livros comigo. Isso é mesquinho? Meu amigo diria que é um materialismo vaidoso. Como, aliás, qualquer outro materialismo.
Vejam bem: quando alguém vai a minha casa, eu não conduzo o visitante diretamente à biblioteca ou até as estantes do meu quarto. Se pedir para conhecê-las, tudo bem. Não tenho necessidade alguma de mostrá-las por livre e espontânea vontade. Meus livros são bens muito preciosos e, de certa forma, bastante pessoais. Sequer gosto que eles sejam manuseados por mãos inaptas, ou retirados e recolocados levianamente. Eu genuinamente valorizo e gosto dos meus livros. Será isso uma vaidade?
Livros são diferentes de vestidos. Esses últimos, principalmente quando em grande quantidade, são meros adornos desnecessários para o corpo e para o armário. Algumas mulheres acumulam um volume tão impressionante de vestidos que muitos deles passarão uma longa temporada na mais completa escuridão, ao invés de desfilarem esvoaçantes pelas ruas. Isso é necessário? Não. Isso serve à superficialidade. Um oferecimento da futilidade e do capitalismo.
Mas e os livros? Tampouco eles poderão ser utilizados ao mesmo tempo. A não ser que haja uma pesquisa em curso: para aqueles a quem os livros servem como ferramenta de trabalho, como espero que seja meu dia a dia futuro, não são eles meros objetos que, placidamente, enfeitam estantes e mesinhas. São ganha-pão. A eles se recorre esporadicamente em busca de uma citação, ou diariamente enquanto há uma tese a ser defendida.
Além de tudo, livros podem — e devem — ser relidos. Reencontrar a mesma obra em diferentes fases da vida é encantador. Sempre nos deparamos com novos significados, e as palavras nos tocam de uma forma diversa.
Há também a questão da comodidade. Com a existência da biblioteca pública da minha cidade e com a biblioteca da universidade, eu não teria necessidade de me cercar de livros. Entretanto, pelo prazer de utilizar post-its, diversos marcadores, lembretes, papeizinhos, enfim, pelo gostinho de destacar um trecho ou pensamento, opto por ter a obra comigo.
Nenhuma dessas justificativas muda a verdade: estamos acumulando. Como eu disse no primeiro parágrafo, talvez o fato de serem livros atenue um comportamento que não é exatamente magnífico. Sim, eu compro em sebos, livrarias e editoras de uma forma contínua, mas só compro o que sei que vou ler — na medida em que os recebo ou levo para casa, eu os leio e conduzo ao lugar certo.
Será tudo isso envolve um toque de autossatisfação ao ver meus livros? Sim. Se isso é vaidade, bom, eu preciso de algum tempo para descobrir.

Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar!
Bjoooos

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2 comentários:

  1. Oi linda! Estou passando pra agradecer vc que segue o Blog Romance de Quinta! Desejo a vc um Novo Ano de muita felicidade e grandes leituras!
    Beijinhos!

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