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Resenha - Mercy - Rebecca Lim


Lido em: Dezembro de 2012
Título: Mercy
Autor:  Rebecca Lim
Editora: Fundamento
Gênero: Romance Sobrenatural
Páginas: 192
Ano: 2012
Comprar: Saraiva
Nota:
Prepare-se para se surpreender com esta eletrizante mistura de romance, mistério e sobrenatural. Mercy não é uma jovem qualquer, mas um anjo caído. E ela está prestes a experimentar uma grande paixão como humana, algo que vai abalar tudo o que ela conhece ou pensa conhecer sobre si mesma. As lembranças de Mercy são fragmentos do que ela foi um dia. A única coisa que ela sabe é que cada vez acorda num corpo diferente. E que, a cada nova vida, mais perguntas inquietantes ficam sem resposta.

O tema anjos é sem dúvida o meu preferido. Principalmente se envolve um amor proibido e escolhas com consequências catastróficas. Sou fascinada pela eterna disputa entre o bem e o mal e devo dizer que Mercy me surpreendeu, o livro aborda os anjos de uma maneira diferente, na verdade pouco se ouve falar neles. Tudo está a maior parte do tempo obscuro, camuflado por segredos, sonhos e charadas. Mercy, a protagonista,  o título do livro é o nome dela  não sabe o que é, ela sabe que é "especial", claro, pois ela sempre acorda em um corpo diferente. Ela carrega com ela apenas vagas lembranças dos corpos em que já esteve. Um castigo realmente perverso. Eu fiquei me perguntando o que de tão mal ou errado ela pode ter feito para ter de peregrinar por corpos de garotas em toda a parte do planeta sem encontrar seu verdadeiro eu.
- "Estou indo - murmuro - Para outra pessoa, para ser outra pessoa. (...) Pode ser qualquer um, qualquer lugar..."
A autora faz com que o fato dela ser um anjo não seja o foco principal da história. Não espere por um livro que fale de um anjo em busca da restituição da sua glória, que está tentando salvar o mundo da destruição ou que busca reencontrar o grande amor de sua vida. Nada disso. Ela mostra os desafios de uma garota que não tem controle algum sobre seu destino irá enfrentar em busca por respostas sobre quem é e, principalmente, sobre o que é.
"Não consigo lembrar quem sou, quantos anos tenho, nem como cheguei aqui."
Mercy não fica muito tempo no corpo de uma mesma garota, mas no tempo que fica, ela faz de tudo para melhorar a situação que sua hospedeira se encontrava. Confesso que achei o livro um pouco melancólico nessas partes, pois as garotas não se lembram de nada quando ela vai embora e é realmente como se Mercy não existisse. Porém quando Mercy toma posse do corpo de Carmem, uma menina tímida que sofre com o desprezo das colegas e da professora do coral onde canta algo muda e ela se vê em meio há uma investigação criminal. Ela encontra um propósito para a estadia na vida de Carmem, irá ajudar a encontrar uma garota que está desaparecida e que todos julgam estar morta, todos menos o irmão durão dela, o lindo e sexy Ryan. Eles corem contra o tempo em busca de pistas sobre o possível paradeiro da irmã dele e  com isso ficarão cada vez mais próximos, mas ela sabe que é inútil se apaixonar por ele, já nunca poderão ficar juntos e pela primeira vez Mercy sente o desejo de ficar, ela não quer ir embora. Terá ela de se conformar com seu terrível destino mais uma vez?

O livro é realmente surpreendente, mistura fantasia, suspense e romance. Nos perdemos nas páginas, virando freneticamente, pois não há como prever os acontecimentos, a autora nos surpreende sempre que achamos que temos uma pista sobre o sumiço da garota ou o possível culpado por ele. Me senti vendo CSI, buscando pistas e fazendo deduções kkk. Com uma linguagem simples, o livro é muito fácil e rápido de ler. Não há como não gostar, os personagens são bem construídos e cada um tem um papel importante na trama. A protagonista é sem dúvida uma das minhas mais novas heroínas, uma garota repleta de bondade e desprendida de ambições pessoais. Disposta a ajudar aqueles que merecem ajuda e abdicar de seus sentimentos por um bem maior. Enfim, adorei  a leitura. Gostei tanto que li em uma sentada só... É uma história bastante contagiante e instigante. Vale a pena conferir.


Parceria - Editora Baraúna

Boa noite pessoal!  É com grande alegria que venho anunciar a nova parceria do blog! A Editora Baraúna!!

A Editora Baraúna SE Ltda. foi fundada por um grupo de profissionais das áreas do direito e da comunicação, para produzir livros de interesse geral e acadêmico, sempre com alta qualidade, preço baixo e facilidade de alcance a todos os brasileiros.

Esses são os mais novos lançamentos da Editora.

             

Para mais informações ou para comprar os livros, visite o site da editora clicando AQUI!

Beijoooos a todos!!

Mudança total do blog!


E ai pessoal tudo bem? Como vocês devem ter percebido, houve uma mudança total no blog, do layout ao título. Pois é! Aquele em inglês não estava muito bom, e sei lá, estava com vontade de algo mais a minha cara. Estão mudei, mudei, mudei e chequei ao COLECIONANDO LIVROS. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre a mudança, se gostaram ou não!!! E para complementar o titulo escolhido vai um texto suuuper bacana e que descreve exatamente como me sinto em relação aos livros que venho COLECIONANDO/ACUMULANDO ao longo dos anos....
 Eu encontrei na net e não descobri quem é o Autor dessa maravilha!! 
Para alguém que se autointitula não materialista, o acúmulo de quaisquer objetos parece despropositado. Sempre considerei, entretanto — em parte porque nunca refleti sobre o assunto —, a existência de exceções louváveis à regra do desapego: os livros. Nunca me passou pela cabeça que, diante da aspiração de montar uma boa e farta biblioteca, coubesse o rótulo de mesquinharia. Despreocupadamente, reuni (e reúno) um número considerável de obras literárias. Fiz isso sem remorso até a manhã em que uma pequena discussão com um amigo me tirou do torpor e abriu as portas para a dúvida: será? 
Ele — que, graças ao seu cotidiano atual, é um representante legítimo do desapego — sustenta que as estantes abarrotadas e vergadas pelo peso de grossas edições são um monumento à vaidade. É natural, ele diz. Confrontada pela primeira vez com o problema, argumentei com o que tinha à mão — as justificativas que sempre me defenderam de qualquer autocensura.
Em primeiro lugar, disse, nasci numa casa recheada de literatura. E isso foi importantíssimo para minha formação. Essa proximidade com os livros — poder pegá-los, folheá-los, cheirá-los, analisar suas capas e seu conteúdo — foi essencial para que eu me tornasse quem eu sou hoje. É bom salientar, para ficar claro, que tinha acesso facilitado aos livros e permissão para tocá-los, desde que tivesse aprendido seu valor. Se um dia tiver eu filhos (algo que, levando-se em conta a minha idade, não se encontra nos meus planos para os próximos dez anos), gostaria que vivenciar a experiência de ver uma criança crescer e aprender em meio aos livros. Assim, a biblioteca englobaria os volumes que foram adicionados por mim com o passar dos anos: aqueles que eu considero importantes e que de alguma forma me são caros.
Se nada disso acontecer, tudo bem. Certamente morrerei um dia (não, não é mórbido: é a lei da vida); a biblioteca, lógico, estará em meu testamento legada a alguma escola ou universidade. Nenhuma parcela daquilo irá para o lixo ou sofrerá a ação do tempo: quero mais é que tudo seja aproveitado.
Enquanto eu viver, deu pra perceber, manterei meus livros comigo. Isso é mesquinho? Meu amigo diria que é um materialismo vaidoso. Como, aliás, qualquer outro materialismo.
Vejam bem: quando alguém vai a minha casa, eu não conduzo o visitante diretamente à biblioteca ou até as estantes do meu quarto. Se pedir para conhecê-las, tudo bem. Não tenho necessidade alguma de mostrá-las por livre e espontânea vontade. Meus livros são bens muito preciosos e, de certa forma, bastante pessoais. Sequer gosto que eles sejam manuseados por mãos inaptas, ou retirados e recolocados levianamente. Eu genuinamente valorizo e gosto dos meus livros. Será isso uma vaidade?
Livros são diferentes de vestidos. Esses últimos, principalmente quando em grande quantidade, são meros adornos desnecessários para o corpo e para o armário. Algumas mulheres acumulam um volume tão impressionante de vestidos que muitos deles passarão uma longa temporada na mais completa escuridão, ao invés de desfilarem esvoaçantes pelas ruas. Isso é necessário? Não. Isso serve à superficialidade. Um oferecimento da futilidade e do capitalismo.
Mas e os livros? Tampouco eles poderão ser utilizados ao mesmo tempo. A não ser que haja uma pesquisa em curso: para aqueles a quem os livros servem como ferramenta de trabalho, como espero que seja meu dia a dia futuro, não são eles meros objetos que, placidamente, enfeitam estantes e mesinhas. São ganha-pão. A eles se recorre esporadicamente em busca de uma citação, ou diariamente enquanto há uma tese a ser defendida.
Além de tudo, livros podem — e devem — ser relidos. Reencontrar a mesma obra em diferentes fases da vida é encantador. Sempre nos deparamos com novos significados, e as palavras nos tocam de uma forma diversa.
Há também a questão da comodidade. Com a existência da biblioteca pública da minha cidade e com a biblioteca da universidade, eu não teria necessidade de me cercar de livros. Entretanto, pelo prazer de utilizar post-its, diversos marcadores, lembretes, papeizinhos, enfim, pelo gostinho de destacar um trecho ou pensamento, opto por ter a obra comigo.
Nenhuma dessas justificativas muda a verdade: estamos acumulando. Como eu disse no primeiro parágrafo, talvez o fato de serem livros atenue um comportamento que não é exatamente magnífico. Sim, eu compro em sebos, livrarias e editoras de uma forma contínua, mas só compro o que sei que vou ler — na medida em que os recebo ou levo para casa, eu os leio e conduzo ao lugar certo.
Será tudo isso envolve um toque de autossatisfação ao ver meus livros? Sim. Se isso é vaidade, bom, eu preciso de algum tempo para descobrir.

Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar!
Bjoooos

Resenha - A Estrela - Javi Araguz e Isabel Hierro


Lido em: Agosto de 2013
Título: A Estrela
Autor: Javi Araguz e Isabel Hierro
Editora: Rai
Gênero: Romance, Distopia
Páginas: 240
Ano: 2012
Comprar: Saraiva
Nota:
Após uma catástrofe ter transformado o Linde em um ambiente hostil e instável, todos os habitantes do mundo precisam aprender a viver em clãs isolados, dentro dos Limites Seguros. As rupturas fazem com que o mundo mude de forma repentinamente e os que não estão preparados podem perder-se para sempre. Durante uma violenta ruptura, Lan, uma garota que vive no clã de Sálvia, não resiste e acorda sozinha e sem mantimentos no meio do deserto. Logo a garota é resgatada, porém, por seu pior inimigo. Destemida e determinada a encontrar sua família, Lan percebe que a única forma de reencontrá-la e talvez encontrar uma cura para o Linde depende unicamente da aliança com um povo nada confiável.
A Estrela não é um desses livros que ficam marcados na mente da gente, que ficamos remoendo os acontecidos depois de ler e esperando ansiosamente a continuação, pelo menos eu não fiquei assim, não posso dizer que não gostei, pois gostei bastante, mas sabe quando você lê e fica faltando algo? Não sei, parece que as explicações não são suficientes e apesar de sabermos que é ficção algumas coisas simplesmente acontecem sem precedentes e outras são resolvidas muito fáceis até mesmo para nossa imaginação processar e aceitar.

O tema sobrevivência e readaptação é que está em foco, pois a história se passa em um mundo pós apocalíptico - estou realmente na fase das distopias, kkk - que foi destruído pelo ser humano e os poucos sobreviventes tendem a formar vilas e vivem em constante alerta para novas alterações. O que eu achei um tanto inaceitável foi o fato das "cidades" estabelecerem limites seguros ao seu entorno, aos quais o meio ambiente respeitava e não invadia, pois quando a Quietude - período em que não haviam essas mudanças - era quebrada, cidades, pessoas e animais desapareciam em segundos. Hãããã? Achei meio nada a ver mesmo!! Como a natureza pode ser impedida ou controlada?  Estranho, realmente estranho!!

Nós vamos acompanhar a história de uma garota que perdeu tudo, casa,  família, amigos, pois em uma dessas quebras de "Quietude" a cidade que Lan mora - Sálvia - é destruída e ele se vê perdida em um deserto sem ninguém. Ela será salva pelos Errantes - o único povo que consegue caminhar pelo mundo devastado - o Linde - sem se perder. Eles são um grupo de pessoas sem nome, chamados de meninos e meninas, homens e mulheres, nada mais. Que horrível, imagina não ter um nome? Além disso, são intocáveis, carregam uma maldição que não os permite tocar em ninguém que não seja do seu clã, pois eles são pessoas afetadas pelas Partículas que destruíram o mundo, e isso faz com que seu toque seja mortal para qualquer ser vivo. No decorrer da trama Lan descobrirá que eles escondem muitos segredos, segredos esses que podem realmente mudar tudo e o pior é que eles não estão dispostos a compartilhá-los.

O que eu gostei no  foi, pois sou eternamente apaixonada por romances, o amor proibido entre Lan e o Sequestrador - é assim que ela chama o menino que a salvou no deserto, já que os Errantes não tem nome -  pois eles não podem se tocar, o que vai dar um toque especial na relação e ainda deixar muito espaço para usarmos a imaginação e nos perguntarmos e se?  Eles vão se odiar no começo, porque Lan tem certeza que o menino não é flor que se cheire, mas com o tempo vamos ver a raiva se tornar em amizade e a amizade em amor. Um amor genuíno e capaz de tudo. Juntos eles tentarão encontrar uma cura para o Planeta, irão enfrentar muitos desafios e em alguns momentos contarão apenas um com o outro, mas sem perder a esperança nunca.

A esperança é acreditar além do que podemos controlar. É um sentimento como alegria, o medo ou o ódio, ao qual você pode se apegar principalmente nos momentos mais difíceis, quando sabe que não consegue fazer nada sozinho. Inclusive quando tudo está perdido, sempre resta esperança.

Enfim, o livro não arranca grandes suspiros, mas trás uma leitura leve, os personagens vão evoluindo no decorrer da história, o tema é - apesar de ser um pouco clichê  mundo destruído pelo ser humano que não soube respeitar a natureza e blábláblá - é bastante convidativo, bem dinâmico e com bastante ação, porém ainda mantenho o que eu disse no começo da resenha, faltou alguma coisa pra me prender. Talvez o fato de eu ter lido muitas distopias recentemente possa ter feito meu cérebro não aceitar muito bem essa, kkk, mais ainda assim é um bom livro para se ler.

Por hoje é só, espero que tenham gostado!
Beijos, beijos!!

Colecionando no CORREIO #05


Eu tenho comprado tantos livros ultimamente que nem se eu me tornasse três eu conseguiria ler. Eu sou muito compulsiva quando o assunto é livros. Não me contento com a enorme fila que eu tenho pra ler.... Sempre compro mais. Então o post de hoje é para mostrar tudo que chegou. Para não ficar muito cansativo eu não coloquie as informações dos livros, para lê-las é só clicar na imagem e você será redirecionado. Vamos lá então:

Esses eu comprei a mais ou menos uma semana:



São livros que eu queria muito, alguns são lançamentos, outros estavam em promoção e acabei levando também. Enfim, não dou conta de ler tudo que chega e já tenho uma lista de novas aquisições... rsrsrsrs.

Esses dois eu ganhei da minha amiga - outra apaixonada por livros - Deb's obrigadaaaa!
O post ficou enorme não por eu não ter feito um caixinha de correio antes, mas é que tudo chegou mais ou menos na mesma data, então deixei pra mostrar de uma vez só.. rsrsrs
Mas me digam, como andam as listas de compras de vocês?
Bjooos

Lançamento - Finale - Becca Fitzpatrick

Com lançamento previsto para 15 de janeiro de 2013, Finale - último assim espero livro da série Hush, Hush - publicada pela editora Intrínseca. Estou bastante ansiosa pelo final, apesar de Silence ter me decepcionado um pouco.
Quem quiser comprar o livro ele está em pré venda na Saraiva.



Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara — o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.
Que chegue 2013 logo para matarmos nossa curiosidade!
Beijinhos a todos!!

Resenha - Adormecida - Anna Sheehan


Lido em: Dezembro de 2012
Título: Adormecida
Autor: Anna Sheehan
Editora: Lua de Papel
Gênero: Romance, Distopia
Páginas: 272
Ano: 2012
Comprar: Submarino
Nota: 
Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

Adormecida nada tem haver com a a famosa história da Bela Adormecida, kkkk... A única semelhança talvez seja a da protagonista ter sido despertada por um rapaz, mas é só isso mesmo.
O livro tem uma história ambientada em um mundo pós apocalíptico, que foi devastado por guerras, doenças e ganancia, mas que foi reconstruído e dispõe de muita tecnologia - exemplo disso, são as pessoas colocadas para dormir em tubos com produtos químicos que as mantém jovens e saudáveis por todo o tempo que ficam lá.

Rose é uma dessas pessoas. Ela dormiu por mais de 60 anos e vamos acompanhar sua adaptação a um mundo completamente diferente do que ela conhecia quando foi colocada em "extase" - termo usado quando as pessoas entram nos tubos - pela última vez.  Dona de um império  e cercada de luxo e pessoas interesseiras, ela terá de redescobrir seu lugar no mundo.
Rose é uma dessas personagens que nos cativam nas primeiras linhas. Frágil, cheia de medos e desilusões, mais ainda assim, decidida a mudar seu futuro e viver tudo o que não teve direito de viver nos anos em que ficou dormindo.
Sonho que um dia realmente vou acreditar que tenho um lugar nesse mundo. Sonho que sou forte.
O livro fala bastante de relação entre pais e filhos. Os pais de Rose sempre a colocavam pra dormir quando ela demonstrava qualquer tipo de reação que eles não consideravam adequada. Ela não podia fazer nada. Era apenas uma bonequinha obediente, o que realmente me fez ter muita pena dela. Poxa! A menina tem mais de 100 anos e passou tão pouco tempo acordada que não aproveitou nada a infância e adolescência, embora agora ela tenha essa oportunidade, as pessoas as quais ela estava acostumada já não existem mais, morreram, e se não bastasse os familiares terem desaparecido, seu único amigo, pois a pobre menina não tinha relacionamento com mais ninguém além do filho do vizinho, também deveria estar morto, ou se não, muito velho, e é ai é que está a parte mais incrível e maravilhosa do livro, a autora nos reserva um segredo que me deixou de queixo caído, kkk, simplesmente diferente do que estamos acostumados a ler em relação de pares românticos. Muito bom mesmo.
“Eu já havia perdido tudo. O que mais havia para perder?”
Ao meu ponto de vista é uma história bastante dramática, pois me fez ficar apreensiva a maior parte do livro, com um sentimento desalento, mas não estou dizendo que isso é ruim, de maneira nenhuma, a autora conseguiu transmitir todos os sentimentos de Rose de uma maneira muito real e precisa, é como se estivéssemos na pele dela, e isso me deixou bastante empolgada com a continuação que já está em estágio de edição.
Muitas revelações serão feitas sobre a família de Rose, sobre as pessoas que a cercam e principalmente sobre o grande amor de sua infância.

Em clima de ficção científica, Adormecida é um livro cativante, com um final repleto de expectativas, pois ainda há muitas pontas soltas e segredos para serem revelados.
Só espero que a continuação tenha um pouco mais de ação, no primeiro volume, Rose é perseguida por um super robô que tem a missão de coloca-la em extase de novo, ( olha os pais dela ai de novo, eles não queriam que a menina acordasse nunca mais )  ou, se não conseguir, matá-la, porém o ritmo que foi imposto não faz com que suspiremos pelo próximo acontecimento, meio que podemos prever o que o robô fará e isso é um pouco entediante, kkk.. Salvo esse quesito, o livro é muito bom mesmo....

Bom pessoal,por hoje é só!
Beijinhos a todos!!
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